Quem Ouve Bem, Aprende Melhor!

Publicado em 24/11/2004


Dirigido a estudantes do ensino fundamental I, o Programa tem como objetivo identicar crianças com perda auditiva através de metodologia desenvolvida pela Fundação Otorrinolaringologia. 

Em 1999, 2000 e 2001 foi realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Otologia e o Governo Federal, Ministério da Saúde e MEC/FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, a campanha " Quem Ouve Bem Aprende Melhor"  que  permitiu a realização de triagens auditivas pelas próprias professoras em classe.

Na primeira etapa cerca de três milhões de alunos de escolas públicas estaduais e municipais em 480 municípios acima de 50 mil habitantes foram testados, com o objetivo de reduzir o índice de repetência escolar relacionado à surdez. Foi desenvolvido um vídeo-teste e material informativo para pais, alunos e professores.

Na segunda etapa da campanha, os estudantes com algum problema de audição foram examinados por médicos otorrinolaringologistas. Confirmado o diagnóstico, receberam atendimento médico ambulatorial, tratamento cirúrgico e adaptação de próteses auditivas. A logística operacional desta fase de execução de atendimento médico envolveu mais de 1.500 médicos e 1.000 fonoaudiólogos em todas as regiões do Brasil.

Atualmente a Fundação tem esse teste desenvolvido em computador para aplicação à distância por telemedicina. 

Como funciona a Campanha Federal

1a. FASE-TESTES PRÉ-TRIAGEM NAS ESCOLAS
2a. FASE-ATENDIMENTO MÉDICO E FONOAUDIOLÓGICO

 

1a. FASE-TESTES PRÉ-TRIAGEM NAS ESCOLAS

A primeira fase é realizada nas escolas. Inicialmente um kit é enviado pela Central da Campanha via correio para todas as escolas públicas participantes (nas escolas de zona rural os kits serão enviados para as secretarias municipais de educação, pois não há cobertura dos correios). Neste kit, os professores irão encontrar:

- um cartaz;
- duas fitas de vídeo (uma de pré-triagem e outra de prevenção à surdez);
- carta para os diretores;
- carta para os coordenadores;
- cartilha do professor;
- cartilha do aluno;
- formulários de pré-triagem/rascunho;
- envelopes de porte pago.

Sua escola receberá também cartilhas para serem distribuídas aos alunos da 2a. série do ensino fundamental.

Assim que o kit chegar a escola, o diretor/coordenador deverá realizar uma reunião com os professores da 2a. série, explicando detalhadamente o funcionamento da campanha e assistir aos aos dois vídeos.

Da mesma maneira, uma reunião deverá ser realizada com os pais, com o objetivo de explicar como o vídeo-teste (pré-triagem auditiva) será aplicado em seus filhos e qual a importância desta Campanha. Nestas reuniões é de extrema importância que a fita de vídeo "Prevenção à Surdez" seja exibida.

A escola então, deve iniciar o teste em seus alunos. Para tanto a fita de vídeo "Pré-triagem auditiva" deve ser usada. Nesta fita, o professor irá encontrar um vídeo-teste, com o objetivo de detectar os possíveis alunos com suspeita de perda de audição. O vídeo-teste, consta de diferentes sons, emitidos em diferentes intensidades, que devem ser ouvidos pelo aluno. Na fita de vídeo "Pré-triagem" são encontradas as informações necessárias para a correta aplicação deste teste, incluindo a calibração do conjunto vídeo-cassete e televisão.

O nome de cada aluno que não responder o número de vezes padronizado, deve ser anotado pelo professor no formulário "Rascunho". Quando o professor tiver terminado de realizar o teste de pré-triagem em todos os alunos de sua sala, este deverá passar os respectivos nomes para o formulário de "Pré-triagem". Quando todos os alunos da 2a. série da escola já tiverem realizado o teste, os formulários deverão ser enviados pelo correio em envelope porte-pago, para a Central de Atendimento da Campanha. No kit há dois envelopes, caso o volume seja grande para somente um envelope.

As escolas terão prazos para enviar os formulários de "Pré-triagem" para a Central de Atendimento da Campanha. Aconselhamos que os formulários sejam enviados o mais rápido possível. Quando o envelope porte pago chega a Central de Atendimento da Campanha, os formulários são todos digitados em um sistema de computadores, aluno por aluno, desta maneira o correto preenchimento com letra de forma ou à máquina, do formulário "Pré-triagem" é de fundamental importância.

Um aluno que não passou no teste, não necessariamente tem alguma deficiência de audição, já que o teste é abrangente e seu objetivo é fazer uma pré-triagem. Estes alunos serão atendidos na segunda fase.


2a. FASE-ATENDIMENTO MÉDICO E FONOAUDIOLÓGICO

A Segunda fase da campanha, compreende a execução dos exames otorrinolaringológico e audiométrico, aos 162.536 alunos triados na primeira fase.

O atendimento será realizado pelas unidades credenciadas no Sistema Único de Saúde - SUS, sendo a Secretaria Estadual de Saúde - SES, através de seus representantes, o órgão responsável pela definição dos serviços habilitados.

Caso o município não possua unidades SUS com capacidade instalada para atendimento, ou seja, especialistas na área de otorrinolaringologia e fonoaudiologia, equipamentos e serviços ambulatoriais, serão credenciados temporariamente unidades de saúde para executar os exames médicos. Desta forma, há possibilidade de que um representante da SES entre em contato com sua unidade para efetuar o credenciamento temporário pela campanha. O Ministério da Educação/FNDE é o responsável pelo envio de relação com os dados (nome, endereço e telefone) das unidades de atendimento para as escolas.

O atendimento também poderá ser efetuado por meio de mutirão àqueles municípios que possuem nível zero de cobertura (ausência de serviços SUS e particulares). Neste caso, a Fundação Otorrinolaringologia poderá ser responsável pela organização e deslocamento de equipes médicas, e serão agendados data, horário e local específicos para cada uma das cidades.

Os alunos serão examinados por médicos otorrinolaringologistas e farão a audiometria. Caso a otoscopia e a audiometria sejam normais, o aluno deve ser dispensado. Caso haja perda auditiva ou qualquer outra doença diagnosticada durante a consulta, o aluno deve receber tratamento clínico (prescrição de medicação) ou pequenos procedimentos - atendimento médico ambulatorial. Se houver indicação para uso de aparelho de audição, a escola será avisada posteriormente quanto aos procedimentos para sua adaptação e entrega. Os alunos que precisarem de cirurgias também serão contatados posteriormente através da escola.

 

Portarias Interministeriais

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA INTERMINISTERIAL No 1.487, DE 15 DE OUTUBRO DE 1999

OS MINISTROS DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE, no uso de suas atribuições e considerando a necessidade de educar e conscientizar pais e profissionais de educação e de saúde sobre a importância da audição e de seus reflexos, pois as deficiências auditivas representam um sério obstáculo ao processo ensino-aprendizagem, contribuindo para a elevação dos índices de repetência e evasão escolar no ensino fundamental , resolvem:

Art.1° Desenvolver ações conjuntas nas áreas da educação e da saúde, voltadas para a identificação, a prevenção e a assistência da saúde auditiva de alunos do ensino fundamental das escolas públicas, com vistas à melhoria do processo ensino-aprendizagem e do rendimento dos alunos.

Art.2° Instituir a campanha Quem Ouve Bem, Aprende Melhor a ser realizada no período de outubro a dezembro de 1999, em cooperação com a Sociedade Brasileira de Otologia e de outras entidades que congregam profissionais de áreas afins, por meio de um comitê técnico, a ser constituído por portaria conjunta dos Ministérios da Educação e da Saúde.

Parágrafo único. O público-alvo da campanha são os alunos matriculados na la série do ensino público fundamental, das escolas das redes estadual e municipal, nos municípios com população acima de 50 mil habitantes, de acordo com a Contagem Populacional do IBGE, de 1996.

Art.3° A campanha desenvolverá ações que assegurem a distribuição de material informativo e educativo; a capacitação de professores para a identificação de alunos com possíveis problemas auditivos; a realização de triagem do público alvo; o atendimento clínico e/ou cirúrgico e a distribuição de próteses e aparelhos auditivos aos alunos que deles necessitarem.

Art.4° Caberá ao Ministério da Educação colaborar com a promoção de ações educativas e preventivas, com o desenvolvimento e a distribuição de material educativo destinados aos pais e aos profissionais de educação e de saúde e com a distribuição ,de próteses e aparelhos auditivos para os alunos que deles necessitarem, utilizando recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Axt.5° Caberá ao Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, a organização da rede assistencial do SUS, durante o período da campanha, para atender aos alunos que apresentarem problemas de acuidade auditiva, utilizando recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FAEC

Axt.6° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO RENATO DE SOUZA
Ministro da Educação

JOSÉ SERRA
Ministro da Saúde.


GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA INTERMINISTERIAL No 68, DE 17 DE JANEIRO DE 2000

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, interino, no uso de suas atribuições legais, considerando o que deitermina o art. 2° da Portaria Interministerial MEC/MS n° 1.487, de 15 de outubro de 1999, que instituiu a Campanha Quem Ouve Bem, Aprende Melhor! considerando o contingente de cerca de 428.000 alunos matriculados na 1a. Série das Escolas Públicas do Ensino Fundamental de Municípios com mais de 50. 000 habitantes, de acordo com a contagem populacional do IBGE/96, que possam apresentar distúrbios auditivos, e considerando a necessidade de subsídios técnico-científicos específicos para a identificação, prevenção e assistência médica no âmbito da saúde auditiva, resolvem:

Art. 1° Instituir Comitê Técnico, composto dos membros abaixo relacionados, sob a presidência do primeiro: Prof Dr. Pedro Luiz Mangabeira Albernaz - Professor Titular de Otorrinolaringologia da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP; Prof Dr. Ricardo Ferreira Bento - Professor Associado Livre Docente da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP e Presidente da Sociedade Brasileira de Otologia; Dr. Alberto Alencar Nudelmann - Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica PUC/RS; Dr. Fernando Sequeira Praça - Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Geral de Fortaleza; Dr. Humberto Afonso Guimarães - Professor Colaborador da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais; Dr. Oswaldo Oliveira Nascimento Júnior - Preceptor da Residência de Otorrinolaringologia do Hospital de Base do Distrito Federal; Dr. Edson Bastos Freitas - Professor Auxiliar da Disciplina de Otorrinolaringologia da Universidade Federal da Bahia UFBA; Dra. leda Xaves Pacheco Russo - Professora Titular do Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica PUC/SP e Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

Parágrafo Único. Os representantes do Comitê objeto deste artigo deverão colaborar técnica e cientificamente com a Secretaria de Assistência à Saúde SAS, do Ministério da Saúde, e com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, do Ministério da Educação, na condução da Campanha.

Art 2o. Estabelecer que as despesas com o deslocamento dos membros do Comitê Técnico serão custeadas com recursos do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Art 3o. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PAULO RENATO SOUZA
Ministro de Estado da Educação

BARJAS NEGRI
Ministro de Estado da Saúde Interino


GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 449, DE 27 DE ABRIL DE 2000

O Ministro de Estado da Saúde no uso de suas atribuições,

Considerando a realização da Campanha "Quem Ouve Bem,Aprende Melhor!, instituída por meio da Portaria Interministerial MEC/MS Nº 1.487, de 15 de outubro de 1999, publicada no Diário Oficial Nº 199-E, de 18 de outubro de 1999 e

Considerando a necessidade do cumprimento do Artigo 5º da Portaria Interministerial MEC/MS Nº 1.487, que estabelece como responsabilidade do Ministério da Saúde, o atendimento e tratamento médico dos alunos matriculados na 1ª Série do ensino público fundamental, cujos problemas de audição forma identificados por intermédio do vídeo- teste, aplicado pelos professores, resolve:

Art. 1º Prorrogar, para o período de janeiro a dezembro de 2000, o prazo de execução do atendimento e tratamento clínico dos alunos que apresentaram deficiências auditivas.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

JOSÉ SERRA

 

Campanha Federal - 2001

Resultado da 1ª Fase
Resultado do Atendimento Final
Equipe de Coordenação

 

O que é a Campanha Federal

"Quem ouve bem aprende melhor" é uma campanha nacional que visa detectar a perda auditiva em crianças do ensino fundamental das escolas públicas no Brasil e tratar suas doenças. A prevenção é o melhor "remédio" na deficiência auditiva. Para prevenção das doenças do ouvido campanhas de saúde são extremamente importantes pois levam à população informações sobre a audição e como prevenir o aparecimento da surdez. Em 1997, a Sociedade Brasileira de Otologia ( órgão que congrega médicos especialistas nas doenças do ouvido) juntamente com outras entidades governamentais e não governamentais, desenvolveu a 1 Semana Nacional de Prevenção à Surdez, com espírito informativo onde a população recebeu amplo material sobre doenças do ouvido, suas repercussões na vida cotidiana e no desenvolvimento e aprendizado das crianças. Quase 100.000 pessoas foram testadas e mais de 6.000.000 de folhetos informativos foram distribuídos. Centenas de matérias sobre audição foram publicadas pela imprensa. Em outubro de 1999 uma parceria entre o Ministério da Educação/FNDE a Fundação Otorrinolaringologia, Sociedade Brasileira de Otologia, Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e Ministério da Saúde, originou a 1a. Campanha "Quem Ouve Bem Aprende Melhor", inserida no Programa Nacional de Saúde do Escolar com 3 objetivos:

1- Detectar problemas de audição em alunos do ensino fundamental da rede pública de todo o Brasil.

2- Fazer tratamento médico adequado, ou adaptação de aparelho de audição.

3- Promover uma informação sobre os problemas de audição, aos pais, professores, alunos e população em geral.

Quase 3.000.000 de crianças foram alvo desta campanha e 120.000 foram examinadas por médicos e fonoaudiólogos em 480 municípios brasileiros.

Em fevereiro de 2001 iniciou-se a 2a. Campanha "Quem ouve bem aprende melhor" uma parceria entre o Ministério da Educação/FNDE, Ministério da Saúde, Fundação Otorrinolaringologia e Sociedade Brasileira de Otologia, com os mesmos objetivos da primeira, e para dar continuidade na identificação e tratamento dos problemas auditivos nos alunos da rede pública.

Estas campanhas tem o objetivo futuro de se transformarem em um PROGRAMA contínuo em que todo aluno que estiver cursando a 1a. série do ensino fundamental de escolas públicas brasileiras possa ser avaliado quanto à sua audição e ser tratado adequadamente. Com isso melhorará seu aprendizado, diminuirá o índice de repetência nas escolas e poderá dar uma condição de igualdade àqueles que apresentem esta deficiência.

Percorra nosso site e veja os detalhes da maior campanha já realizada no mundo na área de audição.

 

Campanha Federal - 1999

Resultado da 1ª Fase
Resultado do Atendimento Final
Equipe de Coordenação

 

Semana Nacional de Prevenção a Surdez - 1997

Prevenir é ouvir

OBJETIVOS
INICIATIVA
APOIOS À CAMPANHA
AS DESPESAS DA CAMPANHA
COMISSÃO EXECUTIVA
ASSESSORIA DE IMPRENSA - MATERIAL DA CAMPANHA
POSTOS
DELEGADOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE OTOLOGIA
ESTADOS E MUNICÍPIOS PARTICIPANTES
RESULTADOS GERAIS:
RESULTADOS TÉCNICOS:

 

OBJETIVO PRINCIPAL:

Educar e conscientizar a população brasileira para os problemas da surdez visando a sua prevenção.


OBJETIVOS SECUNDÁRIOS:

- Orientar a população brasileira quanto ao que fazer quando perceber queda de audição.
- Conscientizar o trabalhador e a empresa dos seus direitos e deveres no âmbito da surdez profissional.
- Alertar os órgãos públicos envolvidos na questão.
- Orientar a prevenção e o tratamento da surdez em todos os níveis: individual, institucional e empresarial.
- Consolidar a importância psicossocial da surdez como deficiência física.
- Realizar o levantamento da incidência da perda auditiva nos seus vários níveis de intensidade e faixa etária.
- Divulgar à população brasileira a otorrinolaringologia como especialidade médica..
Tendo como meta os objetivos acima terminou a I Semana Nacional de Prevenção à Surdez, com o slogan :


"PREVENIR É OUVIR".

A Comissão Executiva avaliando seus resultados concluiu que a Campanha ultrapassou todas as expectativas de seus objetivos.


INICIATIVA:

A Campanha foi uma iniciativa da:

Sociedade Brasileira de Otologia (SBO)
Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBORL)
Fundação Otorrinolaringologia
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia
Conselho Federal de Fonoaudiologia

As entidades acima representantes dos médicos otorrinolaringologistas e dos fonoaudiólogos brasileiros conseguiram montar uma rede de voluntários inédita em todo o país para promover um serviço de utilidade pública e de prestação de serviços à comunidade, provando que é possível em uma sociedade a perfeita integração entre entidades representativas, governo e iniciativa privada em um trabalho em prol de seus semelhantes.

A responsabilidade em promover o bem estar social, de saúde e de trabalho é de cada cidadão e não só de seu governo ou de suas organizações societárias.

A Comissão Executiva da Campanha ouviu raros negativos quando procurou empresas, entidades e órgãos governamentais demonstrando o alto espírito de cidadania do nosso povo.


APOIOS À CAMPANHA:

A Campanha teve os seguintes apoios:

Entidades Governamentais:

Ministério da Saúde
Ministério da Educação
Ministério do Trabalho

Entidades Civis:

ANIDA (Associação Nacional da Indústria e Distribuição de Aparelhos de Audição) Composta pelos seguintes membros: Centro Auditivo Siemens; Centro Auditivo Audibel; Centro Auditivo Microson; Centro Auditivo Oto-Sonic; Centro Auditivo Telex; Centro Auditivo Widex-Brasiton; GN Danavox do Brasil; Vicente de Camargo Auditivos Central Única dos Trabalhadores (CUT) Força Sindical

Empresas Privadas:

Mac Donald s do Brasil
Schering-Plough
Votorantin Papel e Celulose

Para as empresas e entidades de apoio, em nenhum momento foi solicitado dinheiro em espécie.


AS DESPESAS DAS CAMPANHAS:

As despesas da campanha foram custeadas da seguinte forma:

1- Fundação Otorrinolaringologia:
Duas funcionárias em período integral trabalhando na campanha
Instalações físicas do escritório
Instalações logísticas (computadores, material de escritório etc..)

2- Sociedade Brasileira de Otologia
Doações em dinheiro para a conta da campanha - Banco do Brasil ag- 2962-9 conta corrente 690665-6
Instalações físicas de escritório
1 funcionária em período integral
Delegados Estaduais e membros da SBO para o trabalho voluntário nos postos.

3- Sociedade Brasileira de Otologia
Doações em dinheiro para a conta da campanha.

4- Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e Conselho Federal de Fonoaudiologia
Membros para o Comitê Executivo e para o trabalho voluntário nos postos.

5- Ministério da Saúde
Impressão de 40000 cartazes.

6- Ministério da Educação
Patrocínio de realização de um filme de 30 segundos com a jornalista Silvia Popovich e sua veiculação nacional nas redes de emissoras de televisão. Patrocínio da realização de um filme institucional de 10 minutos sobre prevenção e detecção da surdez em escolares, para veiculação na rede TV Escola e em outros meios de divulgação.

7- Ministério do Trabalho
Contato com os Sindicatos
Elaboração do texto do folheto sobre o trabalhador.

8- ANIDA
Confecção dos "Banners e bandeirolas" da programação visual dos postos - R$ 6951,60. Apoio logístico de vários postos por todo o Brasil.

9- Mac Donald s do Brasil
Patrocínio da impressão dos 3.000.000 de folhetos - R$ 18000,00

10- Laboratório Farmacêutico Schering-Plough
Patrocínio da impressão do material de apresentação da Campanha para obtenção de recursos. 500 "presentations".

11- Votorantin Papel e Celulose
Doação de todo papel utilizado nos folhetos e cartazes.


COMISSÃO EXECUTIVA:

A Campanha iniciou-se com a montagem da Comissão Executiva composta por representantes das Entidades promotoras:

Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento - Coordenador Nacional da Campanha - Presidente da Sociedade Brasileira de Otologia. Professor Associado da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da U.S.P.

Dr. Carlos Alberto Herrerias de Campos- Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Chefe do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Fga. Telma Costa- Presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia. Fga. Iêda Chaves- Presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Dr. José Alexandre Médicis da Silveira- Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Otologia e Doutor em Otorrinolaringologia pela FMUSP.

Dr. Edigar Rezende de Almeida- Tesoureiro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, Delegado da SBO para São Paulo e Professor-Assistente Doutor da FMUSP.

Dra. Tanit Ganz Sanchez- Secretária-Geral da SBO e Doutoranda do Curso de Pós-Graduação da FMUSP.

Dra. Renata Cantisani Di-Francesco- Coordenadora da Liga de Prevenção à Surdez da FMUSP e Doutoranda do Curso de Pós-Graduação da FMUSP.

Andréa Ribeiro de Carvalho- Assessora e Consultora em Projetos Especiais da Fundação Otorrinolaringologia.

Dr. Wilson Ayres - Chefe da Comissão de Prevenção e Reabilitação da Surdez da Sociedade Brasileira de Otologia.

Dr. Carlos Burlamaqui- Assistente do Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Prof. Dr. Yotaka Fukuda - Professor de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.


ASSESSORIA DE IMPRENSA/MATERIAL DA CAMPANHA:

A Comissão Executiva definiu os objetivos da Campanha e elaborou o texto dos folhetos a serem distribuídos à população. O folheto que tratava especificamente do problema da surdez adquirida no trabalho foi elaborado por uma comissão formada no Ministério do Trabalho pelo Dr. Mario Bonciani e composta pelo Dr. Arnaldo Guilherme; Prof. Dra. Marcília Medrado Faria (Saúde Ocupacional FMUSP); Dra. Sandra Irene Lucas (FUNDACENTRO); Maria Inês M. Pineda (SESI). Através de consulta a cinco agências de publicidade foi escolhida a agência FUTURA para criação da assinatura da Campanha (logomarca) e desenvolvimento gráfico do material visual e a ser distribuído.

Por sugestão da FUTURA foi criado uma brochura denominada "Presentation" para apresentação do problema da surdez e da Campanha com vistas à captação de recursos e apoios frente à entidades públicas e privadas. A FUTURA criou ainda os "posters" e a programação visual dos postos.

Foi contratada por meio de carta convite 3 empresas de assessoria de comunicação e foi escolhida a GIORDANO COMUNICAÇÕES, que preparou as pautas a serem distribuídas para a imprensa.
No anexo I temos todas as matérias veiculadas antes durante e após a campanha.

A Campanha para atingir seus objetivos se utilizou de postos instalados em locais de grande circulação como praças públicas, shopping centers, postos de saúde, universidades, faculdades, hospitais, rodoviárias, aeroportos entre outros. Estes postos contaram com programação visual de "banners", bandeirolas e cartazes. Nestes postos havia farto material de informação ao publico que por lá passava.

O material era composto de três tipos de folhetos. O primeiro de informação para adultos (anexo1), o segundo de informação sobre a surdez na criança (anexo 2) e o terceiro sobre informação da surdez profissional (anexo 3).


POSTOS:

Dois tipos de postos foram montados:
1-Posto de Divulgação
Onde somente havia distribuição de material (folhetos)


2-Posto de Triagem

Onde foi instalado uma triagem audiométrica e também distribuição de folhetos.
A rotina destes postos está descrita abaixo:

-HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DOS POSTOS: Ficou a critério dos responsáveis dos postos, de acordo com as particularidades locais. A maioria funcionou em horário comercial (8:00 às 17:00 hs.)

1- Só fizeram o exame pessoas acima de 12 anos de idade (critério de funcionabilidade)
2- Não foi feito em pessoas que não colaboram com o exame (exemplo deficientes mentais)
3- Foi preenchido em todos os casos que fizeram o exame um questionário padrão (anexo 4)
4- Foi realizada otoscopia pelo médico do posto. Não fizeram o exame os indivíduos com:
a) Rolha de cerumen
b) otorréia
c) perfuração timpânica
d) imagem otoscópica de otite secretora
e) malformações de conduto auditivo externo

5- A própria pessoa preencheu o quadro do meio com as 7 perguntas, caso tivesse dúvidas ou não sabia ler era ajudado pelo pessoal do posto.
6- Foi realizada triagem audiométrica da seguinte maneira:
Havia postos com cabine e sem cabine (locais silenciosos). No questionário está especificado. Foi realizado somente VIA AÉREA. Iniciou-se com 20 dB de intensidade nas freqüências de 1000 a 8000 Hz. e 25 dB na de 500 Hz. Se o examinado escutou nestas intensidades, o quadro de resultado foi preenchido pelo examinador marcando "N" (normal) senão o limiar audiométrico foi pesquisado e escrito no respectivo espaço Anotou-se se as respostas foram consistentes ou inconsistentes.


DELEGADOS DA SOCIEDADE BRSILEIRA DE OTOLOGIA:

A rede de voluntários foi montada a partir dos Delegados da Sociedade Brasileira de Otologia nos Estados Brasileiros.

ACRE: Carlos Alberto Beiruth Borges
ALAGOAS: Maria Eliete Inácio da Silva
AMAZONAS: Eduardo A.Kaufffman
BAHIA: Paulo Sérgio Lins Perazzo
BRASÍLIA: Oswaldo Nascimento Jr.
CEARÁ: Fernando Sequeira Praça
ESPÍRITO SANTO: Sérgio Ramos
GOIÁS: Antônio Thomé Junior
MARANHÃO: Carlos Alberto Silva Dias
MINAS GERAIS: Humberto Afonso Guimarães
MATO- GROSSO: Ernani Albuquerque Preuss
MATO-GROSSO DO SUL: Pedro Paulo Bidart Sampaio Rocha
PARÁ: Jorge Resque
PARAÍBA: José Pinto Brandão
PARANÁ: Herton Coifman
PERNAMBUCO: Milton Souza Leão S. Junior
PIAUÍ: Paulo de Tarso Moura Borges
RIO DE JANEIRO: Shiro Tomita
RIO GRANDE DO NORTE: José Rubens Marcondes de Aguiar
RIO GRANDE DO SUL: Alberto Alencar Nudelmann
SANTA CATARINA: Syriaco Atherino Kotsias
SERGIPE: George Alberto S. S. Amado
SÃO PAULO: Edigar Rezende de Almeida
TOCANTINS: Antônio de Deus

Devido ao grande número de postos propostos no Estado de São Paulo, optamos por criar as seguintes coordenadorias regionais, que cuidou de concentrar esforços na região abrangente de suas cidades: Botucatú- Jair Mantovani Campinas- Raul Guedes de Mello Ribeirão Preto- José Antonio A. de Oliveira


ESTADOS E MUNICÍPIOS PARTICIPANTES

Participaram da Campanha 25 Estados e 143 municípios sendo 25 capitais. Somente 2 Estados não puderam participar Rondônia e Roraima, por não contarem com delegados da SBO ou SBORL.

Foram montados 406 postos sendo 314 de triagem audiométrica e 92 de divulgação.

No II está apresentada a relação das Cidades participantes e número de Postos de Divulgação e de Triagem Audiométrica em cada uma delas.

No anexo III a relação nominal dos coordenadores de cada cidade envolvida. No anexo IV a relação das pessoas voluntárias (médicos, fonoaudiólogos, alunos, etc...) que trabalharam nas diversas cidades do Brasil e cujos nomes nos foram enviados pelos responsáveis dos postos.

Foram enviados questionários a todos os coordenadores locais e 45 cidades responderam. Neste pesquisou-se a participação de outras entidades de apoio em cada cidade(anexo V), assim como a divulgação na mídia falada e escrita (anexo VI), assim como a relação nominal de voluntários (citada no anexo IV)


RESULTADOS GERAIS

1- Resultado de pesquisa da Empresa de Telemarketink "Voz" feita em todo o país cujo resultado demonstrou que 83,4 % dos consultados ouviram falar algo sobre surdez ou ouvido nesta semana.

2- Através de indicação do Deputado Federal Dr. João Mellão Neto, o Ministro da Saúde, Dr. Carlos Cesar de Albuquerque assinou a portaria no. 1661 de 7 de novembro de 1997, que institui o dia 10 de novembro de cada ano como o "DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE À SURDEZ" no calendário oficial do Governo Federal.

3- O Ministro da Saúde determinou também que serão executadas no ano de 1998 as seguintes ações:

a) A extensão da vacinação isolada e obrigatória contra rubéola em todo território nacional, compreendendo crianças de 1 a 11 anos nas campanhas de vacinação e todas as mulheres no pós-parto imediato.
b) A formação de Comissão Técnica específica vinculada à Secretaria da Vigilância Sanitária, para estudo detalhado e revisão legislativa da comercialização de drogas ototóxicas.
c) Orientações e instruções às Secretarias de Saúde Estaduais para vacinação infantil contra Hemophilus em todas as crianças, e planificação para que a mesma seja instituída em campanha nacional. d) Realização conjunta de filmes educativos relativos à prevenção e detecção da surdez na criança, com a SBO.
e) Continuidade e finalização da normatização da distribuição das próteses auditivas e dos Implantes cocleares pelo S.U.S.

4- O reconhecimento da Campanha pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que nos solicitou dados e informações obtidos para envio ao Programa de Prevenção da Surdez e Perda Auditiva (Programme for the Prevention of Deafness and Hearing Impairment) em sua reunião de 3 de fevereiro de 1998. Somente estas conquistas preenchem tudo aqui que foi proposto nos objetivos, mas temos certeza que outras conquistas virão. E para o ano de 1998 a Campanha terá outros objetivos que complementarão estes e manterão o assunto da prevenção da surdez.


RESULTADOS TÉCNICOS

Os questionários e os exames enviados pelos diversos postos no Brasil foram digitados e compilados estatisticamente. Observamos que 84678 pessoas compareceram aos postos da Campanha em todo Brasil.
Dos exames enviados 53379 foram considerados completos e entraram na estatística.
Os dados se encontram à disposição de qualquer pessoa que deseje fazer algum trabalho estatístico.

Anexo I - Resultado audiológico
Anexo VI - Imprensa

 

Informação aos pais

Uma das coisas mais importantes da vida é a capacidade de comunicação. Mas ela pode ser prejudicada pela perda da audição. Problemas do ouvido atingem pelo menos uma em cada dez crianças em idade escolar. Quem não escuta não pode se comunicar direito. Vai ter dificuldades para falar.

E por que estamos escrevendo a você agora? E muito simples! Porque o primeiro sinal de perda da audição vem junto com o baixo rendimento na escola.

Formamos uma parceria entre várias associações e o Governo Federal, para buscar resolver o problema de perda da audição. E da forma mais rápida possível. Temos certeza que o melhor jeito será orientando e prevenindo. Então, estamos realizando a campanha "Quem Ouve Bem, Aprende Melhor!".

Sua colaboração, a ajuda do papai, de toda a família, são muito importantes para o sucesso da campanha. 0 teste, que será aplicado pelo professor, vai dizer apenas se sua criança tem algum problema de audição. Se tiver, vamos dar a ela tratamento especializado. Tudo de graça! Será um grande mutirão. Médicos otorrinolaringologistas vão examinar sua criança e ver quais são as necessidades dela. Todas terão atendimento.

Apoiar esta campanha sem medo e sem preconceito será um grande presente para sua criança. Principalmente no futuro. Com boa audição - que conseguimos com técnicas quase sempre simples -, ela vai ser igual às outras. Aprenderá muito melhor e viverá mais feliz.

 

Informação aos professores

Caro professor, cara professora,

Ouvir bem é muito importante para a vida do escolar. Mesmo perdas auditivas leves podem dificultar o aprendizado. Uma deficiência auditiva fácil de ser resolvida pode virar uma dificuldade para o resto da vida se for percebida muito tarde.

Sabemos que cerca de 4% das crianças com sete anos de idade estão sujeitas à perda de audição. É por causa desse número e do sucesso da experiência anterior que existe a Campanha "Quem ouve bem, aprende melhor!". Esta campanha é uma inciativa do MEC no âmbito do Programa da Saúde do Escolar/FNDE, que visa avaliar a audição dos alunos do ENSINO FUNDAMENTAL DAS ESCOLAS PÚBLICAS DOS MUNICÍPIOS COM MAIS DE 50.000 HABITANTES.

Porém, sem você não iremos a lugar nenhum. Estamos pedindo sua ajuda e dando-lhes os instrumentos de que você precisa para participar desta história de solidariedade: fitas de vídeo e a Cartilha do Professor. Você tem agora um instrumento de pré-triagem auditiva fácil de ser aplicado. Ele indicará quais são os alunos que podem vir a ter problemas no ouvido. (As instruções para fazer a pré triagem estão no vídeo número dois).

Guarde na memória: perda auditiva não é nenhum bicho-papão. Pode ser causada até por um simples excesso de cera nos ouvidos. A verdade é que quanto mais cedo o problema for identificado, mais eficiente será o tratamento.

Temos duas certezas: a solidariedade faz parte do seu dia-a-dia; a meninada sabe que pode contar com você.

Importante: as crianças que não passarem no teste de pré -triagem serão atendidas GRATUITAMENTE por médicos otorrinolaringologistas. Aguarde nossa comunicação.

 

Informação para Imprensa

CAMPANHA "QUEM OUVE BEM, APRENDE MELHOR" BENEFICIÁRÁ 3 MILHÕES DE ESTUDANTES EM TODO O PAÍS

Sem similar no mundo, a campanha de 2001 engloba 38 mil escolas públicas de 480 municípios brasileiros

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% das crianças brasileiras em idade escolar apresentam algum tipo de perda auditiva, com dificuldades de aprendizagem e no relacionamento social. Para combater esse problema, diagnosticando e tratando as deficiências de audição, teve início em fevereiro de 2001 a segunda edição da campanha "Quem ouve bem, aprende melhor", dirigida a estudantes da segunda série do ensino fundamental de 38 mil escolas públicas em todo o País.

Com investimentos até o momento de R$ 5,2 milhões, a campanha é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Otologia e Fundação Otorrinolaringologia, em parceria com o Governo Federal, Ministério da Saúde e MEC/FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Pioneiro no Brasil, o programa permitirá a realização de triagens auditivas em cerca de três milhões de alunos de escolas públicas estaduais e municipais em 480 municípios acima de 50 mil habitantes. "A deficiência auditiva interfere de forma dramática na comunicação, prejudica o aprendizado e o convívio escolar", alerta o especialista Pedro Luiz Mangabeira Albernaz, professor titular de Otorrinolaringologia na Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina e um dos coordenadores da campanha. "As estatísticas mostram que crianças com problemas auditivos rendem 4% menos na escola. Daí, a importância de avaliar os estudantes, encaminhando para tratamento médico adequado os que apresentarem problemas de audição", diz Mangabeira.

A campanha é composta por duas fases. Na primeira, realizada durante o 1º semestre de 2001, foram distribuídos 38 mil kits para as escolas públicas, contendo duas fitas de vídeo (uma com orientações sobre a campanha e outra para a aplicação do teste auditivo) e folhetos explicativos para pais e professores. Nesta fase, os professores aplicaram o vídeo-teste de pré-triagem auditiva e preencheram um formulário com os dados das crianças que apresentarem algum tipo de problema auditivo.

"Os professores desempenham papel de extrema importância neste início de trabalho, pois são uma extensão da família e têm condições de observar nos alunos alguns sinais de alerta, indicadores de problemas auditivos, como o baixo desempenho escolar, o atraso no desenvolvimento da linguagem até os quatro anos de idade e comportamentos como desconcentração ou retraimento em excesso e tom de voz muito alto", afirma Mangabeira.

Durante a segunda etapa da campanha, em fase de conclusão (1º semestre de 2002), os estudantes que apresentaram algum problema de audição são examinados por médicos otorrinolaringologistas. Confirmado o diagnóstico, as crianças recebem atendimento médico ambulatorial, tratamento cirúrgico e adaptação de próteses auditivas. A logística operacional desta fase de execução de atendimento médico, que envolve mais de 1.500 médicos e 1.000 fonoaudiólogos, foi definida em conjunto com o Ministério da Saúde.

As causas da perda auditiva

No Brasil, a principal causa da deficiência auditiva profunda é a rubéola materna contraída durante a gravidez. Nestes casos, o risco de surdez na criança é de cerca de 14% e pode ser eliminado mediante a vacinação contra a doença, obrigatória desde 1997. Outros problemas pré-natais são a incompatibilidade sanguínea pelo fator RH, que pode ser evitada com a administração de soro específico; o parto prematuro, que aumenta o risco de perda auditiva; e os problemas congênitos, ou seja, famílias que têm casos de pessoas que nasceram surdas.

Fatores ambientais, como as doenças da infância - sarampo, coqueluche, caxumba, meningite - e traumatismos sonoros ou físicos - ruídos muito altos, pancadas violentas ou objetos introduzidos pelas crianças no canal do ouvido -, também podem causar perdas auditivas.

Resfriados, gripes e adenóides aumentadas merecem atenção especial e devem ser muito bem tratados já que podem bloquear a tuba auditiva e causar otite média (infecção capaz de perfurar o tímpano) ou líquido no ouvido médio, que é a causa mais freqüente de perda auditiva. Nos dois casos, o tratamento pode ser clínico, com a administração de antibióticos, ou cirúrgico.

Estatísticas e curiosidades

Estudo recente da Organização Mundial da saúde (OMS) revela que 7% da população mundial é portadora de algum tipo de perda auditiva. No Brasil, embora as estatísticas não sejam absolutamente confiáveis, calcula-se que o problema atinja uma porcentagem ainda mais alarmante. O número de especialistas em Otorrinolaringologia atuantes no País é assustadoramente baixo: apenas cinco mil médicos exercem a profissão, 80% deles concentrados no eixo Rio-São Paulo. Dos 427 municípios participantes da edição 1999/2000 da campanha Quem ouve bem, aprende melhor, só 190 possuíam um otorrinolaringologista fixo.

A audição é tão importante que o ouvido é o único órgão dos sentidos a permanecer alerta 24 horas por dia e o máximo que ele suporta, sem o uso de protetores, é o som ambiente, correspondente a 60 decibéis. Acima disso, já se começa a perder a audição.

A alimentação rica em iodo também é um elemento de combate à surdez, pois a deficiência desse sal mineral causa o cretinismo, doença mental irreversível responsável, entre outras conseqüências, pela baixa inteligência e surdez.