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Desvio de Septo Nasal
 
As funções do nariz são conduzir o ar, purificá-lo, aquecê-lo, umidificá-lo, servir de câmara de ressonância para o som, possibilitar o olfato e iniciar o reflexo naso-sinusal.



O septo nasal é uma estrutura composta por cartilagem e osso, que separa as duas fossas nasais. A parte óssea do septo geralmente está localizada medialmente até os sete anos de idade. Depois disso, ele freqüentemente se desvia para um dos lados, geralmente para a direita, mas isto não é uma regra.



A principal causa de desvio do septo é o trauma nasal, incluindo os pequenos traumas ocorridos durante a infância, que muitas vezes nem são percebidos. Esses traumas podem acontecer na parte óssea, na cartilaginosa ou em ambas.



Quando o desvio é importante pode ser causa de obstrução nasal ("nariz entupido"). Nesses casos, aumenta-se muito a perda de energia com a respiração, com prejuízos evidentes para a saúde e para as funções citadas acima, podendo, ainda, causar sangramentos nasais de repetição e dor de cabeça. Nesses casos, a septoplastia, cirurgia para correção do desvio, pode ser indicada.



A cirurgia é realizada com anestesia geral ou local e os pacientes ficam internados por 1 ou 2 dias, dependendo da evolução pós-operatória. A região abordada é extremamente complexa, com artérias e veias que irrigam as fossas nasais e seios paranasais. Além disso, situa-se bem próxima às órbitas e as meninges e possui muitas variações anatômicas. Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível prever exatamente quais alterações serão encontradas e, portanto, muitas decisões podem, e devem, ser tomadas durante a cirurgia. Em geral, os pacientes não necessitam de tampão nasal no pós operatório.





Riscos e complicações da cirurgia:



- Febre e dor, comuns no pós-operatório e, geralmente, de fácil controle.



- Vômitos podem ocorrer algumas vezes no dia da cirurgia ou após.



- Sangramento, que normalmente cede espontaneamente. Sangramentos persistentes e volumosos são raros e podem exigir tamponamento.



- Infecção, abscesso e hematoma septal são raros e devem ser controlados com curativos, drenagem e antibióticos.



- Perfuração septal, apesar de rara, também pode ocorrer, necessitando tratamento clínico ou reparo cirúrgico.



- Sinusite, cedendo espontaneamente ou com antibióticos.



- Sinéquias, aderências que podem ocorrer entre as paredes lateral e medial do nariz. São desfeitas com curativos.
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