PERFIL MÊS: DR. MARCUS MIRANDA LESSA

Nascido em 7 de setembro de 1973, em Salvador, Bahia, Dr. Marcus Miranda Lessa, o caçula de três irmãos, descobriu desde a infância que tinha tendência para trabalhar com ciências.


25/09/2013

Nascido em 7 de setembro de 1973, em Salvador, Bahia, Dr. Marcus Miranda Lessa, o caçula de três irmãos, descobriu desde a infância que tinha tendência para trabalhar com ciências. "Eu sentia uma curiosidade muito grande nessa área. Pequenos experimentos já faziam com que eu parasse qualquer brincadeira e prestasse atenção nos resultados. Essa curiosidade influenciou na minha escolha profissional como médico e, depois e alguns contatos e oportunidades, interessei-me pela vida acadêmica e pela pesquisa. Claro que o ambiente familiar também contribuiu muito na minha escolha, pois lembro bem de como ficava orgulhoso em presenciar a gratidão e o respeito que inúmeros pacientes e alunos tinham ao se referir ao meu pai, o Prof. Dr. Hélio Lessa, exemplo de profissional médico dedicado ao ensino, pesquisa e assistência", diz ele.
A escolha pela Otorrinolaringologia veio no final do curso médico, em 1997, quando optou por se especializar no sudeste do país. "Fiz com o intuito de continuar em uma pós-graduação Estrito Senso, antes de regressar a minha cidade natal. E isso pela minha aptidão cirúrgica e pela análise do mercado de trabalho. Identifiquei-me, particularmente, no atendimento às crianças, adultos e idosos e fiz minha residência médica no Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo", lembra o médico.
Seu primeiro estágio foi feito com grupo de Rinologia, coordenado pelo Prof. Ossamu Butugan e conheceu quem seria, mais tarde, o seu orientador da tese de mestrado, Prof. Dr. Richard Voegels. "Esses três anos de residência médica foram decisivos na minha trajetória. Depois deles, decidi me aprofundar ainda mais nos estudos das afecções do nariz e seios paranasais", continua Dr. Marcus.
Em 1999, realizou o curso de Cirurgia Endoscópica Nasossinusal no Serviço do Prof. Heinz Stammberger, em Graz, na Áustria. "Ele foi o responsável pela divulgação mundial da técnica de cirurgia endoscópica funcional dos seios paranasais, uma revolução na abordagem terapêutica das afecções do nariz e seios paranasais. O Prof. Stammberger foi o responsável direto pelo meu interesse na anatomia do recesso frontal que resultou, em alguns anos mais tarde na minha tese de doutorado. A excelente impressão que tive da Rinologia ao acompanhar o Prof. Ossamu e o Dr. Richard se confirmou ainda mais após a realização desse curso em Graz", diz o médico.
A defesa da Tese de Doutoramento aconteceu em 3 de dezembro de 2003, com o trabalho intitulado "Estudo da Anatomia do Recesso Frontal Através da Dissecção Endoscópica em Cadáveres" e, em 2004, iniciou as atividades de pesquisa no Serviço de imunologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, da Universidade Federal da Bahia. "Em 2006, fui aprovado para o programa de Pós Doutorado Junior com bolsa do CNPq, com o projeto "Papel do Inibidor de TNF- no Tratamento da Leishmaniose Mucosa". Meu orientador foi o Prof. Edgar Marcelino de Carvalho e a conclusão aconteceu em 2007. No ano seguinte, fui aprovado como bolsista no Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-doutores (PRODOC) da CAPES, com o projeto Caracterização da Resposta Imune em Pacientes com Leishmaniose Mucosa, concluído em 2010", lembra Dr. Lessa.

Atividades diárias
A decisão de retornar para Salvador não foi uma tarefa simples para Dr. Marcus Lessa. A vida familiar pesou bastante após um período de sete anos de aprendizado em Otorrinolaringologia. "Minha esposa Patrícia e a minha família foram essenciais para que eu tomasse essa decisão. Desde meu retorno, em 2003, iniciei minhas atividades na Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da UFBA, com professor substituto e no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Prof. Professor Edgard dos Santos da UFBA. Atualmente, sou professor adjunto da Disciplina de Otorrinolaringologia da UFBA, professor e orientador da Pós Graduação em Ciências da Saúde da UFBA e supervisor do Programa de Residência Médica em ORL do HUPES-UFBA, coordenando o grupo de Otorrinolaringologia no estudo, os aspectos clínicos e imunológicos da leishmaniose tegumentar", diz ele.
Dr. Lessa é o coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Espanhol e atende na clínica particular da família - pai e irmã são otorrinolaringologistas também. Atua como diretor da Representação da Bahia da Fundação Otorrinolaringologia e tem ajudado a desenvolver cada vez mais as atividades da FO a nível regional. "Com o apoio da FO já foram realizados diversos cursos de cirurgia endoscópica dos seios paranasais, dissecção do osso temporal, cirurgia estética e funcional do nariz, Otoneurologia/Zumbido e um curso internacional Teórico-Prático de Cirurgia do Ouvido Médio, com a presença do Dr. Ugo Fisch, Zurique, e do Dr. Thomas Linder, Luzern", continua o médico.

Pesquisas e hobbies
Dr. Marcus Lessa tem se interessado com estudos relacionados à fisiopatologia e tratamento das rinossinusites crônicas com e sem polipose nasal. "Continuo gostando de pesquisar e esses assuntos tem me interessado muito. Só tento não deixar interferir na minha vida familiar", diz ele.
Casado com Patrícia, Dr. Marcus tem três filhos - Felipe, 7 anos, Gabriel, 5 e Bernardo de 2. "Procuro sempre priorizar o crescimento dos meus filhos. E, desde pequeno, tenho como hobby a criação de cavalos Mangalarga Marchador. Agora, levo meus filhos para se distraírem na fazenda de meus pais e jogo tênis com regularidade. Ajuda a relaxar", diz ele.
E finaliza: "Tenho muito orgulho em participar do grupo da Fundação Otorrinolaringologia, que pensa no fortalecimento e no crescimento científico da nossa ORL no Brasil e no exterior. Acredito que a Fundação está no caminho certo e que deva continuar desempenhando o seu fundamental papel no desenvolvimento da nossa especialidade, sempre se baseando nos seus quatro pilares fundamentais - ações sociais, publicações, ensino e pesquisa".