PERFIL MÊS: LAURA GARCIA ESPARTOSA VASCONCELOS

Nascida em Santo André, estado de São Paulo, em 12 de abril, a filha mais nova do casal de imigrantes espanhóis Eduardo e Hermínia Espartosa


10/12/2014

Nascida em Santo André, estado de São Paulo, em 12 de abril, a filha mais nova do casal de imigrantes espanhóis Eduardo e Hermínia Espartosa, teve uma infância muito feliz, junto da irmã mais velha Yolanda e da avó, primos e tios que vieram junto com seus pais para o Brasil. "Era uma família muito acolhedora, cheia de carinho. E quando fui para a escola, já fui protegida, porque o colégio onde estudava chamava-se Anjo da Guarda", brinca a fonoaudióloga do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

No Colégio Campos Salles fez o ginásio e o colegial e, aos 17 anos, prestou vestibular. "Eu sabia que queria estudar algo dentro das Ciências Biomédicas - não gostava muito de Humanas - e a Fonoaudiologia me chamava bastante a atenção. Prestei na PUC, em Campinas, passei e tranquei a matrícula logo em seguida porque toda a minha família estava voltando para a Espanha. Mas, eu já estava namorando e acabei voltando e estudando o primeiro ano em Campinas e do 2º ao 4º em São Paulo", lembra ela.

Laura formou-se em 1981, exatamente no ano em que a profissão de fonoaudióloga foi reconhecida. E começou a trabalhar no Hospital das Clínicas de São Paulo. "Primeiro, trabalhei no DRP Vergueiro, hospital auxiliar do HC, durante seis anos, tanto atendendo crianças quanto adultos. Também atuava em domicílio com pacientes que apresentavam sequelas neurológicas, como afasia. Em 1.984, vim para o Instituto Central onde fui muito bem recebida por toda a Clínica de Otorrinolaringologia. Nessa época, minha chefe era a Fga. Maria Isabel Campos. E, como toda mudança provoca um receio natural, fui vencendo um a um estudando e me preparando para auxiliar em novas patologias", diz a fono.

Nessa época, Laura Garcia descobriu na audiologia um novo universo e, embora já estivesse casada e com um casal de filhos, passou a fazer mais cursos e congressos para aprimorar sua atuação nessa nova área. "Costumo dizer que o Hospital das Clínicas é uma escola, uma família muito grande e todos nós, profissionais que trabalhamos aqui, aprendemos muito com os pacientes. Eu só tenho a agradecer o que vivo diariamente, há 32 anos aqui. Em cada caso, você contextualiza o que aprendeu para auxiliar mais, ao mesmo tempo em que aprende a dimensão dos problemas que atingem o ser humano. É um referencial muito rico com necessidades muito diversas, diferentes das que você aprendeu", continua Laura.

Atendimento para todas as idades

Quando foi trabalhar na ORL, Laura trabalhava mais com crianças. "Eram crianças com distúrbio de linguagem e descobrir o foco do problema era - e continua sendo - essencial, pois cada família é um universo diferente do outro. Como terapeuta, nessas horas, você aprende a apurar a sua sensibilidade para ajudar e observar o desenvolvimento do paciente. O Hospital das Clínicas faz você estudar, se atualizar sempre", comenta.

Por esse motivo, acabou fazendo Especialização em Motricidade Oral. "A fonoaudióloga Profa. Valéria Goffi, em 1993, chamou-me para participar de um ambulatório de paralisia facial. E eu fui me aperfeiçoar nessa área, onde atuei por 14 anos", diz.

Hoje, com os dois filhos formados - e casados - Laura ainda arruma tempo para cuidar da mãe, já idosa. "Meus hobbies continuam sendo a leitura e a música. E todos os dias, passo para ver como minha mãe está. Como arrumo tempo para tudo isso? Se você realmente gosta daquilo que faz, mesmo encontrando dificuldades, tem um retorno muito grande do carinho depositado no trabalho. É muito positivo e traz alegria em viver", finaliza a fonoaudióloga.